Numa dualidade intima
a dois tempos
tentando absorver
de forma inocentemente
resguardando auspiciosamente
transcendentes sentimentos
que nos confortam e nos acalmam
testemunhando toda a pureza da genuinidade
das palavras ,das expressões
mergulhando apenas na beleza da nossa própria alma
através de cada olhar encontrando as formas
viçosas da pura simplicidade do amor
viçosas da pura simplicidade do amor
em cada encontro lúcido
uma linda história inigualável
cheia de desejos e gratidão
ressoando ás vezes humildemente
utópica loucura
que existe e que nos move
numa constante dualidade cristalina
fechamos ambos os olhos
pausadamente absorvendo
toda a versatilidade do amor
que nos invade e nos cega por momentos
numa alquimia imaginável do eterno viver
que surge em nós como um ciclo inevitável
do amor na origem de toda a nossa vida .
Emanuel Moura







