Numa noite ao relento
acorrentado ao universo
disperso nos pensamentos
submissos num silêncio
prontamente presos aos sonhos
vagueio interdito nos labirintos
numa memória que desfila
retratos trilhados da vida ,
aspergido no sorver do luar
eminente impulso desabrocha
nesse instante florescente
um murmúrio lírico
das palavras deleitadas
urge a frescura da candura
do momento faminto do tempo
na placidez da serenidade do viver,
são mistérios genuínos inacabados
em renúncias indisfarçáveis
do vazio petulante da surdez
embalado no cintilar das estrelas
sorvido pela essência do momento
deleitado subtilmente me entrego
à ferocidade da noite na esperança
de um novo amanha .
Emanuel Moura







